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UM DESERTO CHEIO DE ATRAÇÕES
  
Que tal uma aventura cultural pelo segundo maior deserto do mundo? Não, não é ficção. Localizado ao Norte da África, o Deserto do Sahara tem uma vasta área de 9.065.000 km2, pouca diferença em relação à Europa (10.400.000 km2), e cerca de 2,5 milhões de habitantes. O nome surgiu de uma transliteração da palavra árabe Sahhra que significa tuareg teneriwe, os desertos. São eles, os tuaregues, os responsáveis pelo Festival no Deserto.
Em janeiro de 2001, o Deserto do Sahara abriu espaço para a primeira edição do The Festival in The Desert. Na tradução, O Festival no Deserto. Com o apoio do Ministério da Cultura, do turismo local e de grandes ONGs, além do incentivo de outras localidades, o evento anual é realizado pelos povos nômades, os tuaregues, homens azuis do deserto, em Essakane, há 2h de Timbuktu, uma cidade no Mali, no Oeste da África Ocidental.
O Festival mistura as já tradicionais celebrações dos tuaregues, tais como Takoubelt em Kidal e Temakannit em Timbuktu, com a multiplicidade de performances das canções nômades. No palco, apresentações de dança, poesia, rituais de luta de espada, jogos, corridas de camelos e outras atividades culturais, disponibilizadas ao mundo. Sim, ao mundo. Por ser o único evento cultural que exige adaptação às condições locais, o Festival no Deserto tornou-se reconhecido internacionalmente. O que permite aos africanos celebrar em comunhão com outras nacionalidades.
Num lugar onde a temperatura começa aos 30° de dia, podendo chegar aos 5° a noite, artistas dos quatro cantos do mundo têm a oportunidade de conhecer, dialogar e interagir com a arte universal. A cada ano, grandes feras da World Music, se reúnem para celebrar o Festival no Deserto: Manu Chao, Ali Farka Touré, Nabi, Habib Koité, Salif Keita Oumou Sangaré, Tinariwen, Amadou e Mariam Bagayogo, Baba Salah, Lo'Jo, Afel Bocoum, Haskana, Tamnana ,Markus James, Pharaon, Super Onze, Bocar Madjo, Sekouba Bambino, Ekanzam, Super Khoumaissa, Baba Djiré, Iswat, e Ramatou Diakité, Khaïra Arby, Djs Soirée Africaine, malienne, Robert Plant e tantos outros representantes da música contemporânea nômade. Eles são apenas alguns exemplos da consistência do Festival.
De 10 a 12 de janeiro de 2008, já na oitava edição do Festival, essa “overdose artística”, todavia qualificada, dura três dias. Embora a repercussão positiva seja de longa data. A idéia de um festival como este é preservar a cultura local e, ao mesmo tempo, fazer uma fusão com a cultura universal. Além de ampliar a percepção artística de quem participa, proporciona aos ausentes uma idéia de como é possível reunir o mundo inteiro em um mesmo ideal. A paz, por intermédio da proliferação da arte.
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